16 de junio de 2011 | Noticias | Soberanía Alimentaria
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Cerca de 120 famílias entraram na fazenda Rancho Verde e outras 250 fizeram o mesmo na “Fazenda Motum”. Ambas áreas improdutivos estão situados na região sudoeste do estado brasileiro do Mato Grosso, e os ocupantes pertencem todos ao Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
No site do emblemático movimento social brasileiro aparecem declarações de Nilo da Silva, da Coordenação Estadual do MST, onde explica as principais características destas ocupações, que têm sido severamente questionadas pela grande mídia.
Nilo explicou que estas famílias estão vivendo em cidades próximas a estes latifúndios: “A maioria deles estão desempregados há muito tempo, passando muitas necessidades”, argumentou o dirigente do MST.
As ocupações concretizaram na madrugada da terça-feira 14 de junho e continuam no lugar, onde foram improvisados acampamentos. Estão à espera do início de uma negociação com o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
O MST divulgou uma nota ontem para fundamentar do ponto de vista político quais são os motivos deste tipo de medidas: “Quem produz alimentos neste país é a agricultura familiar que, ainda sem os incentivos necessários, produz 75% dos alimentos que consumimos no Brasil”.
Em abril deste ano, e durante as jornadas pelo Dia Internacional da Luta Camponesa, os sem terra do Mato Grosso já haviam afirmado que tomariam resoluções drásticas se as autoridades não avançavam na concessão de terras para a reforma agrária.
A luta pela terra no Brasil enfrenta geralmente uma agressão severa por parte dos grandes proprietários. Nesta semana, a Comissão Pastoral da Terra informou sobre outro assassinato de um trabalhador rural no estado do Pará, que apresenta os piores dados do Brasil em matéria de perseguição de dirigentes.
O dirigente Obede Loyla Souza, de 31 anos, foi executado no dia 9 de junho com um tiro nas costas, e sua morte soma-se a uma longa lista de vítimas em território paraense.
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