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2 de junio de 2011 | |

A luta continua

A resistência a El Zapotillo agora será em nível internacional

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Ao terminar a Mesa de Diálogo entre os habitantes de Temacapulín, Estado de Jalisco, México, e as autoridades da Comissão Nacional da Água, foi anunciada a continuação das obras em El Zapotillo apesar do repúdio das comunidades e os reparos jurídicos à barragem.

O Diretor da Comissão Nacional da Água, José Luis Luege Tamargo, anunciou na quarta-feira a continuação da barragem de El Zapotillo e a relocalização de três povoados que serão inundados: Temacapulín, Acasico e Palmarejo.

As Mesas de Diálogo foram instaladas no mês de abril como resultado das mobilizações da comunidade com acompanhamento do Movimento Mexicano de Atingidos por Barragens e em Defesa dos Rios (Mapder).

Na quarta-feira 1º de junho, um grupo de 15 pessoas se manifestaram diante da Casa Jalisco, em Guadalajara, em solidariedade com as comunidades que se opõem à construção da barragem.

Alfredo Menchaca Romero, integrante do grupo Amigos da Barranca, indicou no lugar que pedem ao governador Emilio González que desista do projeto da barragem El Zapotillo e se evite inundar os povoados de Temacapulín, Acasico e Palmarejo.

A construção desta barragem sobre o rio Verde destruiria o patrimônio histórico da comunidade Temacapulín, conforme uma sentença do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), elaborado a pedido dos habitantes de Altos de Jalisco.

A sentença indica que em cerca de 70 porcento do território de Temacapulín há monumentos de valor histórico, dentre eles imóveis do século XVI, e seus habitantes têm o direito inalienável a conservá-los.

Nem o rotundo pronunciamento da comunidade contra a barragem, ratificado recentemente em consulta pública realizada em Temaca, nem as sentenças judiciais que têm declarado as obras ilegais ao não contarem com licenças sobre uso do solo, têm sido respeitados por aqueles que promovem esta obra.

A comunidade, cansada de um diálogo de surdos com as autoridades, se anuncia que apelarão a instâncias internacionais para que os amparem em seu direito a conservar sua terra e seu patrimônio cultural. Assim, anunciam que iniciarão, junto a seus aliados internacionais, ações na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e na Organização das Nações Unidas.

(CC) 2011 Radio Mundo Real

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