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25 de julio de 2015 | | | |

Debate em território

Organizações, movimentos sociais e comunidades preparam grande atividade sobre financeirização da natureza

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De 24 a 27 de agosto deste ano estará sendo realizada em Belém do Pará, a Conferência Latinoamericana de Financeirização da Natureza, convocada pela Fundação Heinrich Böll Brasil junto a várias organizações e movimentos da região. Um dos primeiros objetivos da atividade será o de iniciar um processo de “sistematização e de síntese” dos debates e denúncias que vêm sendo feitas nos últimos anos pelas organizações em relação a este tema, segundo disse em entrevista com Rádio Mundo Real, Maureen Santos, do Programa de Justiça Ambiental da Fundação Böll Brasil.

Maureen, que também faz parte do Grupo Carta de Belém contou que a atividade a ser realizada em Belém, faz parte de “um processo que já leva três anos de construção, convocado pelos escritórios da Böll na América Latina, e no qual vêm fazendo parte várias organizações: Amigos da Terra da América Latina e Caribe, Marcha Mundial das Mulheres, Vía Campesina Brasil, Grupo Carta de Belém, Jubileu Sul Américas, ATTAC França, Transnational Institute e a Confederação Sindical das Américas”. Estas organizações também co-organizaram em dezembro de 2014, nos marcos da COP 20 de Mudanças Climáticas em Lima, Peru, um seminário onde foram tratadas juntas as questões de financeirização da natureza e extrativismo.

Outro dos objetivos da conferência será o de fortalecer alianças para construir estratégias de ação. Para Maureen o debate sobre financeirização da natureza “é importante para a construção de resistências e também de promoção de alternativas nos territórios”. Em relação a esta perspectiva a atividade em Belém não será apenas um seminário, mas contará com três caravanas a “comunidades que estão sendo atingidas por esse modelo de desenvolvimento”, que serão o início da conferência.

Abaetetuba e Igarapé-miri, Barcarena e região, e Acará, São Domingos do Capim e Concórdia do Pará, serão as três regiões por onde passarão as caravanas da conferência sobre financeirização da natureza. Maureen explica o porquê de conhecer estas regiões: “cada uma delas tem alguns elementos em comum, como por exemplo o avanço monocultivos de palma africana. E existem também experiências de introdução da agroecologia em comunidades quilombolas, lutas por demarcação de terras indígenas e quilombolas, experiências já de pagamento de serviços ambientais, especialmente na região de Abaetetuba, assim como resistências à indústria extrativa de alumínio e de carvão vegetal”.

Além de conhecer melhor a realidade de um território onde a economia verde está sendo introduzida com várias de suas faces, o objetivo das caravanas é que possa haver troca de experiências entre as comunidades e as e os integrantes de movimentos de outros países da América Latina (serão mais de 60 participantes de outros países além do Brasil) que conhecem e sofrem realidades muito similares: “Não será uma visita, os debates da conferência vão começar ali, e os representantes das comunidades continuarão participando do seminário”.

Estes debates estarão atravessados por cinco eixos, sendo o primeiro deles sobre uma “perspectiva sistêmica”: “vamos ter ali uma análise global e regional frente à crise financeira internacional e sobre as negociações do clima e o que acontecerá na COP 21”de mudanças climáticas, explica a ativista.

“Arquitetura das finanças verdes das falsas soluções” será o segundo, e pretende analisar e denunciar as mudanças legislativas que estão permitindo que a economia verde avance em diversos países. A descrição e análise dos atores (corporações, Estado, ONGs internacionais) que fazem parte destes processos estará contida no eixo “Espaços de poder”.

O quarto eixo serão “Os impactos da financeirização dos territórios”, onde será tratada “venda dos bens comuns, e também a possessão das terras, o impacto na vida das mulheres, a criminalização dos movimentos sociais, entre outros temas”. O eixo final, conforme explica Maureen será o de “Alternativas e soluções desde os povos”, para debater e compartilhar práticas de resistências e alternativas que vêm acontecendo em todos os países e que podem ser replicadas na região.

Rádio Mundo Real fará uma cobertura especial da Conferência Latinoamericana de Financeirização da Natureza junto à Convergência de Comunicação dos Movimentos Sociais.

Ouça a entrevista com Maureen Santos no arquivo anexo

Imagen: Rodrigo Petrella (Fonte: http://www.doladodeca.com.br/)

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