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12 de marzo de 2015 | | | |

Camponesas em luta

Trinta mil mulheres se mobilizaram em todo o território brasileiro exigindo Soberanía Alimentar e o fim da violência

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Nos marcos do 8 de março, Dia Internacional da Mulher, milhares de mulheres camponesas da Vía Campesina Brasil, se mobilizaram em 22 estados do Brasil, na chamada Jornada Nacional de Luta das Mulheres Camponesas, realizada sob o lema Mulheres em luta: pela soberania alimentar, contra a violência e o agronegócio.

“O portador da violência contra a mulher camponesa é o agronegócio (…) Então a gente vêm reafirmando nesta jornada que só é possível fazer a luta pela Soberanía Alimentar, se a gente fizer a luta contra o agronegócio”, disse em entrevista na Rádio Mundo Real, Lucinéia Freitas, integrante da direção estadual do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Em relação aos problemas específicos que enfrentam as camponesas por serem mulheres, Lucinéia afirma: “O acesso a titulação da terra em nome das mulheres, logo de conquistada a terra ainda continua sendo muito difícil. E mais do que isso, depois de acessada a terra, o acesso à créditos, o acesso a programas específicos, o direito a auxilio-maternidade, o direito à creche, ainda são direitos que são extremamente negados às mulheres do campo. Então ainda é uma luta para gente superar essa diferença que existe”.

A militante camponesa considerou que a través da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Camponesas, as mulheres do campo conseguiram “pautar alguns temas bem importantes que não estavam presentes” na mídia e na sociedade brasileira, como a Reforma Agrária e a Transgenia. Sobre este último assunto, Lucinéia destacou a ação realizada por cerca de mil mulheres do MST que ocuparam a sede da empresa Suzano/Futura Gene, em Itapetininga (SP), para tentar barrar a liberação comercial de árvores transgênicas no país. A Comissão Nacional Técnica de Biossegurança pretendía aprovar essa liberação, mas graças às diversas ações contra essa possibilidade, decidiu adiar a tomada da decisão.

Embora a jornada de luta das mulheres tenha encerrado, a dirigente conta que as mobilizações continuam em jornada unitária até o dia 13 de março: “em defesa dos direitos, da Petrobrás, de um Plebiscito Constituinte, e em defesa dos direitos trabalhistas”.

No final da entrevista, Lucinéia falou sobre a realidade política que vive o Brasil, onde está havendo um “avanço da extrema direita”, com a colaboração importante da grande mídia. Justamente, no dia de ontem (11), foi divulgada uma ameaça pública de morte ao dirigente nacional do MST, João Pedro Stédile.Leia a nota do movimento sobre este grave caso.

Ouça a entrevista completa com Lucinéia Freitas no arquivo de áudio anexo.

Imagen: https://www.facebook.com/MovimentoSemTerra?fref=photo

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