Versión para imprimir

English · Español

25 de noviembre de 2014 | | |

Hay recambio

Campamento de la Juventud de la CLOC-Vía Campesina en Brasil reafirma compromiso transformador

Descargar: MP3 (2.1 MB)

Del 20 al 23 de noviembre tuvo lugar en el estado de Rio Grande do Sul, Brasil, el decimocuarto campamento continental de jóvenes de la Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo (CLOC-Vía Campesina), relevo de esta organización que también en 2014 cumplió sus veinte años de existencia.

La mirada generacional y el compromiso con la producción de alimentos, en un continente donde la inversión extranjera directa y las obras de infraestructura, además de los agudos conflictos territoriales, expulsan diariamente a miles de pobladores rurales, resultó trascendente.

Porque lejos de traslucir un sentimiento de resignación ante esa realidad, en su “Carta de Compromiso” aprobada tras las jornadas de vivencias y socialización, los y las jóvenes campesinos manifiestan su vocación de unidad, organización y transformación de las condiciones en que les toca tomar la antorcha de la organización continental.

El campamento sirvió de preámbulo para la asamblea de jóvenes que se convoca para las jornadas previas al sexto Congreso de CLOC-VC en Argentina, en abril próximo.

“Comprendemos que las fuerzas del capital afectan la vida de la juventud, usurpando nuestra posibilidad de soñar, de producir, de generar conocimiento y de luchar. Desagregándonos nos individualiza, manteniéndonos alejados de la socialización de la vida y de nuestra humanización. Los medios de producción y reproducción del capital nos patronizan, nos cosifican y nos alienan, colocándonos como enemigos unos de otros”, dicen los y las campesinas en la Carta, que ofrecemos más abajo en su versión íntegra (en portugués).

En video adjunto, asimismo, pueden verse momentos de la instalación del campamento, así como de las instancias de mística que lo conformaron. Pero no todo fue mística. Los jóvenes partícipes del campamento también ocuparon una parcela perteneciente a un latifundio donde crecía un plantío de maíz transgénico y como instancia de acción directa y denuncia, destruyeron esa plantación.

El agronegocio como expresión del capital en la agricultura, una de cuyas facetas es la manipulación genética de especies para volverlas funcionales a biocidas patentados por las mismas corporaciones, representa una fuerte amenaza para la continuidad de los y las jóvenes en el campo.

La Carta también postula el compromiso de los dirigentes de la juventud rural latinoamericana en la lucha anti-imperialista y en la “defensa de la integridad de la vida humana y de la biósfera, protegerla contra la ganancia del capital que la mercantiliza, viola y mata”.

Carta completa (portugués)

Carta de Compromisso do 140 Acampamento Latino-americano da Juventude.

A juventude cumpre um papel decisivo nos processos revolucionários. Sendo um elemento decisivo na luta de classes, contribuindo na agitação e propaganda, no fornecimento dos elementos mais combativos e na expressão de fervor revolucionário que anima os povos a enfrentarem as grandes tarefas históricas da classe trabalhadora.

Em luta a juventude não reconhece fronteiras. A Pátria Grande Internacionalista nos impulsiona à luta contra o imperialismo, o principal inimigo da humanidade, e sua lógica destrutiva das sociedades e da natureza. Herdeiros e herdeiras das tradições de luta latino-americana dos povos originários, dos camponeses e operários inspirados em Martí, Sandino, Bolívar, Che, e Dandara.

Nós jovens reunidos pela primeira vez no Brasil no 140 Acampamento Latino Americano de Juventude da CLOC/Via Campesina entre os dias 20 a 23 de novembro de 2014 , em Palmeira das Missões, no Rio Grande do Sul. Com o objetivo de socializar nossas experiências organizativas, promover a integração, a vivência, agenda política comum e assim dar passos concretos em direção a unidade política e afetiva.

O acampamento foi um importante espaço de análise política sobre a realidade latino-americana, que contribuiu para compreensão da questão agrária e urbana no contexto do avanço do capital sobre a vida dos jovens e dos bens naturais da humanidade. Em ação direta, denunciamos, o atual monopólio da terra e seu uso, ocupando um latifúndio de produção transgênica de milho.

Com mística, símbolos, diversidade cultural o acampamento forjou-se como espaço de desenvolvimento integral de identidade coletiva da juventude latino-americana.
Compreendemos que as forças do Capital afetam a vida da juventude, a transformando em alvo de violência, usurpando a sua possibilidade de sonhar, de produzir, de gerar conhecimento e de lutar. Desagrega-nos, nos individualiza, mantendo-nos afastados da socialização da vida e da nossa humanização. Os meios de produção e reprodução do Capital nos padronizam, nos coisificam e nos alienam colocando-nos como inimigos uns dos outros. Oprimem e exploram os nossos povos e a nossa cultura condicionando-nos ao seu modelo de produção.

Neste sentido, enquanto juventude, ousaremos construir e renovar através da luta a esperança de que uma outra forma de relação social e de vida é possível. Condicionaremos nossas forças em retomar em nossas mãos o papel de protagonistas de nosso tempo histórico em torno dos seguintes compromissos:

1 – Praticar a solidariedade de classe entre os povos, projetando a unidade da luta popular fortalecendo a identidade latino-americana e a luta anti-imperialista;
2 – Promover e defender a justiça social e a democracia enquanto soberania popular e contribuir para alterar o sistema de poder dominante;
3 – Lutar por reforma agrária, pela produção e abastecimento popular de alimentos saudáveis, pela agroecologia, soberania energética, hídrica, genética e territorial afirmando o campo como espaço de vida e os povos originários e camponeses como a base do desenvolvimento do campo;
4 – Lutar por uma vida digna, por moradia, mobilidade, educação popular, renda, lazer e cultura. Garantindo vitórias que representem passos estratégicos e que unifiquem o conjunto da classe trabalhadora e juventude do campo e da cidade;
5 – Defender a integridade da vida humana e da biosfera, protegê-la contra a ganância do capital que mercantiliza, viola e mata;
6 – Lutar contra as praticas machistas, homofóbicas e racistas as quais o capital se utiliza para superexplorar as classes trabalhadores e desencadear formas brutais de violência contra a vida humana. Garantir a transversalidade do feminismo nas relações sociais e em nossas organizações, como única via para superar os laços de opressão.

(Fuente: mpabrasil.org.br)

Imagen: mpabrasil.org.br

(CC) 2014 Radio Mundo Real 10 años

Mensajes

¿Quién es usted?
Su mensaje

Este formulario acepta atajos SPIP [->url] {{negrita}} {cursiva} <quote> <code> código HTML <q> <del> <ins>. Para separar párrafos, simplemente deje líneas vacías.

Cerrar

Radio Mundo Real 2003 - 2016 Todo el material aquí publicado está bajo una licencia Creative Commons (Atribución - Compartir igual). El sitio está realizado con Spip, software libre especializado en publicaciones web... y hecho con cariño.