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24 de junio de 2014 | | | | | |

Criminosos transnacionais

Depoimentos no Tribunal Permanente dos Povos descrevem os crimes ambientais e humanitários da Chevron-Texaco na Amazônia equatoriana

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A semana de mobilizações para que seja obtido um tratado internacional que regule e obrigue as empresas transnacionais a respeitar os direitos humanos, que as submeta às leis internacionais em relação a isto, e responsabilize os Estados-sede pelas condutas destas empresas no Sul, começou nesta segunda-feira em Genebra, Suíça, com uma audiência especial do Tribunal Permanente dos Povos, onde Shell, Glencore, Mekorot, Chevron, Pacific Rim e Hidralia, entre várias outras transnacionais foram acusadas por crimes humanitários e ambientais.

Na sala Mahatma Ghandi da Casa das Associações, um dos depoimentos reveladores do que as organizações chamam a “arquitetura da impunidade”, foi a dos delegados equatorianos Pablo Fajardo e Oscar Herrera.

Pablo é um advogado que atua em ação contra a empresa petrolífera Chevron-Texaco pelo terrível e irremediável dano ambiental que gerou esta empresa na Amazônia equatoriana. Oscar trabalhou, por sua vez, para essa empresa na província de Orellana.

O ex-funcionário da empresa descreveu as terríveis condições de trabalho dos assalariados da zona de influência da empresa, bem como as diferentes estratégias com as quais a corporação norte-americana pretendeu “maquiar” os efeitos de seu agir em território sul-americano.

Fajardo por sua vez, afirmou que na ação iniciada em 1993 em cortes norte-americanas contra a Chevron, demostrou-se que a empresa havia vertido 60.000 de litros de petróleo e outras substâncias contaminantes e que foi um crime provocado de forma intencional, além de ter cometido crimes de perseguição, assassinato de testemunhas, entre outros.

Embora o caso tenha passado em 2003 para mãos da justiça equatoriana, a justiça norte-americana condenou a Chevron a pagar um total de 9,5 bilhões de dólares. Porém, a Chevron retirou todos os seus ativos do Equador e a multa ainda não foi paga.

A transnacional não se rendeu e têm apelado em órgãos internacionais que são mais favoráveis a ela, além de extorquir outros países através de investimentos, para evitar que suas propriedades e ativos sejam embargados em outros países.

Nesta terça-feira, a semana de mobilizações continuará com eventos paralelos no palácio das Nações, onde tem sua sede o Conselho das Nações Unidas para os Direitos Humanos, onde as organizações por um lado e os governos por outro, continuam negociando sobre a possibilidade de um Tratado e um Tribunal público para julgar as corporações por suas atividades em detrimento dos direitos das comunidades e dos Estados.

Imagen: RMR/Víctor Barro - Amigos de la Tierra España

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